segunda-feira, 20 de junho de 2011

Domingo Junino



Em pé de cachimbo, mão de sanfoneiro e aroma de quentão
A tarde se foi pra nunca mais
O sol se foi pra amanhã.
A notícia driblada pelo esperado-acalentador martelou,
Virou luz, riso, milonga e vanerão.
Virou felicidade que foi-se embora
Virou também um baião.
Virou um choro que secou pelo vento
Que levou todos os prantos de hoje ao tempo
Que não é de ninguém.
Nem de Deus, pois Ele quis assim.
Um domingo longe dos meus pais
Mais perto do meu país
Do sul que não conheço
Mas sul que sabe de mim.
Dum dia de música ao fim de um vida musical
Um adeus que doerá sempre em alguém
A Deus que regerá tudo sempre, amém.
Um domingo que cruzou fronteira com a Argentina
Um domingo de morte, vida e Coralina.

Caio M. (20.06.2011 - 2:50)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Depois de um tempo

Depois de um tempo você aprende
a sutil diferença entre
segurar uma mão e acorrentar uma alma
e você aprende
que amar não significa apoiar-se
e companhia não quer sempre dizer segurança
e você começa a aprender
que beijos não são contratos
e presentes não são promessas
e você começa a aceitar suas derrotas
com sua cabeça erguida e seus olhos adiante
com a graça de mulher, não a tristeza de uma criança
e você aprende
a construir todas as estradas hoje
porque o terreno de amanhã é
demasiado incerto para planos
e futuros têm o hábito de cair
no meio do vôo
Depois de um tempo você aprende
que até mesmo a luz do sol queima
se você a tiver demais
então você planta seu próprio jardim
e enfeita sua própria alma
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores
E você aprende que você realmente pode resistir
você realmente é forte
você realmente tem valor
e você aprende
e você aprende
com cada adeus, você aprende.

Veronica Shoffstall

Consequência

Aquele que se cala diante de uma injustiça, é conivente com ela.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Antes desse

Estou mudando de casa, mas não de quarto. Minha casinha antiga era menor que essa, mas não menos importante que essa. Era uma kitnet, uma zip.net. Mudei de casa, mas não abandonei meu endereço. Passarei por lá sempre que der, quiser matar as saudades, relembrar a fachada, pegar correspondências com os vizinhos e reconhecer os meus caminhos



http://tomaraqcaio.zip.net

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